
A vida universitária costuma ser marcada por novas experiências, autonomia e desafios. Ao mesmo tempo, exige adaptação a uma rotina intensa, responsabilidades acadêmicas e decisões que podem influenciar o futuro profissional. Diante desse cenário, compreender como esses fatores impactam a Saúde mental dos estudantes -tornou-se uma das prioridades das pesquisas sobre ensino superior.
Depressão, ansiedade e estresse: panorama da saúde mental em estudantes universitários”, publicado pela revista científica O Mundo da Saúde, periódico vinculado ao Centro Universitário São Camilo, apresenta uma análise sobre a saúde mental de estudantes universitários. O estudo, desenvolvido por Edwin Gustavo Estrada-Araoz, Elizabeth Orfelia Cruz-Laricano e Gilber Chura-Quispe, analisou estudantes universitários da cidade de Puerto Maldonado, no Peru, dos quais 381 responderam satisfatoriamente à pesquisa. Para a investigação, os pesquisadores utilizaram a Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse (DASS-21 – Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 itens) (instrumento empregado para avaliar sintomas de depressão, ansiedade e estresse). Para conhecer mais sobre O Mundo da Saúde e sua contribuição para a divulgação científica, confira também a matéria “O Mundo da Saúde: conheça o periódico científico do Centro Universitário São Camilo”
Embora tenha sido realizado no Peru, o estudo aborda desafios presentes em diferentes contextos universitários. Por isso, seus resultados ajudam a compreender melhor a realidade vivida por muitos estudantes e oferecem evidências que podem orientar ações de prevenção e promoção da saúde mental.
O que a pesquisa investigou?
O objetivo do estudo foi avaliar a frequência de sintomas de depressão, ansiedade e estresse entre universitários. Além disso, os pesquisadores verificaram se essas condições apresentavam associação com sexo, idade e situação laboral.
Em seguida, os pesquisadores analisaram os dados por meio de testes estatísticos que permitiram identificar diferenças entre os grupos avaliados e medir a correlação entre as três condições estudadas.
Principais achados da pesquisa
Mais de 40% dos estudantes avaliados apresentaram sintomas de depressão, ansiedade ou estresse. Houve predominância dos níveis leve e moderado. Esse resultado reforça a importância de ações de prevenção e acompanhamento durante a graduação. Assim, sinais de sofrimento emocional podem ser identificados com mais atenção.
A pesquisa também mostrou uma forte relação entre depressão, ansiedade e estresse. Isso indica que sintomas mais intensos de uma condição podem estar associados às demais. Por isso, ações de cuidado no ambiente universitário devem considerar a saúde mental de forma integrada.
Outro achado relevante envolve a idade. Os estudantes entre 18 e 20 anos apresentaram os maiores índices de sintomas emocionais. Para os autores, o resultado reforça a importância de atenção aos primeiros anos da graduação. Esse período envolve adaptação à rotina acadêmica e construção de novos vínculos sociais.
As mulheres, por sua vez, apresentaram níveis mais elevados de depressão e estresse. A diferença foi observada especialmente nas categorias moderada, severa e extremamente severa. Em conjunto, os resultados ajudam a identificar grupos que podem demandar maior atenção. Além disso, oferecem subsídios para ações de prevenção e promoção da saúde mental no ensino superior.
O papel das instituições de ensino
Os resultados da pesquisa mostram que a prevenção pode fazer diferença. Como boa parte dos sintomas foi Os resultados da pesquisa mostram que a prevenção pode fazer diferença. Como boa parte dos sintomas foi identificada nos níveis leve e moderado, existe uma oportunidade para que as universidades desenvolvam ações antes que o sofrimento emocional se agrave.
Entre as estratégias apontadas pelos autores, destacam-se:
- Fortalecer os serviços de apoio psicológico, ampliando o acesso dos estudantes ao acompanhamento especializado.
- Criar programas de acolhimento para estudantes, especialmente aqueles que estão iniciando a graduação.
- Promover ações permanentes de educação em saúde mental, incentivando a identificação precoce dos sintomas.
- Reduzir o estigma sobre o sofrimento psíquico, estimulando a busca por ajuda sempre que necessário.
Essas iniciativas podem contribuir para um ambiente universitário mais saudável e preparado para lidar com os desafios relacionados ao bem-estar emocional dos estudantes..
Acesse o artigo na íntegra
O artigo completo está disponível na revista O Mundo da Saúde: https://revistamundodasaude.emnuvens.com.br/mundodasaude/article/view/2048
Como citar o estudo
Estrada-Araoz, E. G., Cruz-Laricano, E. O., & Chura-Quispe, G. (2026). Depresión, ansiedad y estrés: panorama de la salud mental en estudiantes universitarios. O Mundo da Saúde, 50, e18382025. https://doi.org/10.15343/0104-7809.202650e18382025E
Para saber mais
Acompanhe o Setor de Publicações no Instagram e conheça mais sobre suas atividades, projetos, lançamentos e iniciativas voltadas à divulgação científica e acadêmica.
Você também pode acessar as edições da revista O Mundo da Saúde para acompanhar pesquisas nas áreas da saúde, educação e ciências afins, desenvolvidas por pesquisadores do Brasil e do exterior.
Veja também:
Saúde mental no vestibular: como lidar com ansiedade e pressão
Dia Mundial da Saúde Mental: Reflexões e Cuidados no Centro Universitário São Camilo
Deixe um comentário