O pesquisador Edison Barbieri, PhD, referência internacional em ecotoxicologia, biologia marinha e avaliação de contaminantes emergentes, integra um dos mais relevantes projetos científicos recentes aprovados pela FAPESP. A iniciativa investiga a resistência antimicrobiana e a presença de micro e nanoplásticos em ambientes da Antártica e do Atlântico Sul.
O projeto faz parte do Latin American Antarctic Research Consortium on Antimicrobial Resistance and Emerging Contaminants (LARCARE), um consórcio científico binacional entre Brasil e Chile. O objetivo principal é compreender como contaminantes emergentes alcançam regiões consideradas remotas e ambientalmente preservadas.
Ciência, saúde e meio ambiente conectados
Além de sua atuação como pesquisador, Edison Barbieri é editor científico darevista O Mundo da Saúde, vinculada ao Centro Universitário São Camilo. Nesse papel, contribui para aproximar a produção científica da sociedade, especialmente em temas relacionados à saúde pública e aos riscos ambientais.
Nesse sentido, a participação editorial fortalece o diálogo entre ciência, comunicação e tomada de decisão. Assim, resultados científicos complexos tornam-se mais acessíveis e socialmente relevantes. Consequentemente, amplia-se o impacto do conhecimento produzido em áreas estratégicas.
Cooperação internacional e instituições envolvidas
O projeto reúne instituições de excelência científica. Entre elas estão a Universidade de São Paulo (USP), o Instituto de Pesca, a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (CNPEM), além de universidades e centros de pesquisa chilenos.
O foco da investigação está na análise de micro e nanoplásticos, resíduos químicos e microrganismos resistentes a antibióticos. Dessa forma, os pesquisadores buscam entender como esses contaminantes se dispersam e quais impactos podem causar nos ecossistemas marinhos e polares.
Ecotoxicologia e avaliação de riscos ambientais
Dentro do consórcio, Barbieri atua diretamente nas interfaces entre ecotoxicologia, biologia marinha e avaliação de riscos ambientais. Sua experiência com organismos sentinela e efeitos subletais de poluentes contribui para análises mais integradas. Além disso, permite compreender os impactos biológicos da poluição em diferentes latitudes do Hemisfério Sul.
Essa abordagem amplia a capacidade de identificar riscos ambientais antes que se tornem problemas irreversíveis. Portanto, os resultados podem apoiar estratégias de conservação e monitoramento ambiental mais eficazes.
Abordagem One Health e impactos para políticas públicas
O projeto LARCARE adota a abordagem One Health, que integra saúde ambiental, animal e humana. Nesse contexto, a resistência antimicrobiana e os microplásticos deixam de ser temas isolados e passam a ser analisados de forma sistêmica.
Como resultado, os dados gerados poderão subsidiar políticas públicas internacionais, acordos ambientais e protocolos de biossegurança. Além disso, a produção científica contribui para o avanço do conhecimento sobre riscos emergentes em escala global.
Formação científica e disseminação do conhecimento
Outro aspecto relevante do projeto é a formação de recursos humanos. Estão previstos intercâmbios acadêmicos, participação de estudantes e organização de simpósios internacionais. Paralelamente, os resultados serão divulgados em periódicos científicos e plataformas abertas.
Nesse cenário, a atuação editorial de Barbieri amplia a visibilidade das pesquisas e reforça o compromisso com a ciência aberta, ética e socialmente responsável.
Protagonismo brasileiro na ciência ambiental
A aprovação do projeto pela FAPESP consolida uma cooperação internacional de alto nível. Ao mesmo tempo, reafirma o protagonismo de pesquisadores brasileiros em temas centrais para o futuro do planeta. A trajetória de Edison Barbieri demonstra como excelência acadêmica, liderança científica e compromisso social podem contribuir para enfrentar os grandes desafios ambientais e de saúde do século XXI.
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