Ostras como bioindicadores ambientais
O Prof. Dr. Edison Barbieri, notório pesquisador do Instituto de Pesca (IP-APTA) e editor-científico da revista O Mundo da Saúde, gerenciada pelo setor de Publicações do Centro Universitário São Camilo, lidera um estudo que coloca as ostras em um novo papel. Assim, além de alimento, elas funcionam como bioindicadores ambientais.
Para o professor Edison Barbieri, a principal mensagem do estudo é clara: as ostras não devem ser vistas apenas como alimento, mas também como bioindicadores ambientais.
Segundo ele, isso reforça a necessidade de uma vigilância integrada no conceito de One Health, que conecta saúde humana, animal e ambiental de forma inseparável.
Produção científica no Brasil: promissora e desafiadora
O trabalho também levanta outra discussão importante: o cenário da pesquisa no Brasil.
Barbieri avalia que a área ambiental é estratégica, especialmente para um país que detém biodiversidade única e depende fortemente de seus recursos naturais.
Entretanto, dois obstáculos persistem: a falta de pesquisadores em número suficiente e a escassez de recursos financeiros estáveis.
“Cada real investido em ciência ambiental retorna multiplicado em forma de prevenção de danos, geração de conhecimento e fortalecimento da segurança ambiental e alimentar do país”, reforça.
O papel dos periódicos científicos
Como editor-científico da revista O Mundo da Saúde, periódico trilíngue de fluxo contínuo do Centro Universitário São Camilo, Barbieri conhece bem o processo de publicação.
Ele destaca que a divulgação científica é tão essencial quanto o início da pesquisa.
Para os autores, periódicos qualificados garantem visibilidade internacional e contribuem para o avanço das áreas de conhecimento. Já para o público, revistas de acesso gratuito asseguram que pesquisas revisadas por pares estejam disponíveis para decisões mais informadas.
Recado aos futuros cientistas
Além disso, ele incentiva os jovens a construírem uma base teórica sólida, desenvolverem habilidades práticas e investirem em colaborações interdisciplinares. Por fim, conclui:
“Nunca subestimem o impacto do seu trabalho. Fazer ciência é servir à sociedade e ao planeta, sempre com ética e responsabilidade”.
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