Mais do que paredes e salas de aula, a universidade acontece quando o conhecimento encontra pessoas e transforma realidades. No Centro Universitário São Camilo, essa conexão ganha forma em projetos que aproximam estudantes da comunidade e levam aprendizado para além do campus.
Entre essas iniciativas está o Projeto de Extensão Comunitária: Universidade Aberta da Pessoa Idosa – UAPI , que reúne ações capazes de impactar diversos aspectos da vida de pessoas idosas e, ao mesmo tempo, ampliar a formação humana dos estudantes.
Na prática, a extensão universitária coloca os alunos diante de situações reais. Eles escutam histórias, enfrentam desafios concretos e desenvolvem um olhar mais sensível para as necessidades da sociedade. Assim, aquilo que começa como aprendizado acadêmico se transforma em experiência humana.
UATI – Universidade Aberta da Terceira Idade: aprender não tem idade
Fotos do Encontro que trabalhou o curta-metragem Guida (2014), de Roseane Urbes, e registro através da pintura.
Entre as iniciativas que mais emocionam quem participa está a UAPI – Universidade Aberta da Pessoa Idosa, um programa que mostra, na prática, que aprender não tem prazo de validade, estão os momentos de conversa e discussão sobre expressões artísticas
Os encontros acontecem quinzenalmente no campus Ipiranga e reúnem pessoas de 67 a 87 anos em atividades conduzidas por professores, estudantes e monitores acadêmicos. Além disso, diversos cursos foram convidados e participam como Psicologia, Medicina, Fisioterapia, Administração e Nutrição, ampliando o olhar sobre o envelhecimento e promovendo uma abordagem mais integral. A equipe de TI também tem realizado participações constantes e contribuído para o aprimoramento das habilidades tecnológicas dos participantes.
A proposta do programa também nasceu de um processo de reformulação conduzido pela equipe de extensão. Nesse contexto, a iniciativa foi repensada para fortalecer ainda mais o vínculo entre universidade e comunidade.
Como explica Camila Cuadrado Proença, responsável por essa edição do projeto, a proposta surgiu a partir de reflexões sobre o papel da universidade na vida das pessoas idosas.
“Quando fui selecionada para assumir os programas de extensão, recebi a proposta de reformular o projeto. Minha avó havia participado de uma universidade da pessoa idosa há muitos anos, e essa experiência também inspirou a construção da proposta.” Profa. Camila Cuadrado Proença
A partir de muito planejamento e suporte da Coordenação da Extensão e do Centro Universitário, a equipe passou a desenvolver um programa voltado não apenas ao aprendizado, mas também à convivência, à troca de experiências e ao fortalecimento do envelhecimento com propósito.
Um espaço de alegria, convivência e descobertas
Ao longo dos encontros, surgem momentos que revelam o verdadeiro significado do projeto.
Segundo Camila, um dos aspectos mais marcantes da iniciativa é justamente a atmosfera de acolhimento que se constrói entre todos os participantes.
“Apesar de a gente entender tudo o que está por trás desenvolvimento cognitivo e envelhecimento com propósito quando estamos todos juntos, o que aparece com mais força é a alegria de estar junto.” Profa. Camila Cuadrado Proença
Essa alegria aparece nas conversas antes das atividades, nas descobertas durante as oficinas e nas amizades que surgem ao longo do caminho. Ao mesmo tempo, cada encontro cria novas oportunidades de troca entre estudantes e participantes.
Com o passar do tempo, o próprio espaço universitário também passa a fazer parte da rotina dos participantes. Muitos frequentam a biblioteca, caminham pelos corredores e utilizam os espaços de convivência.
Para Camila, esse movimento revela algo importante: a universidade deixa de ser um lugar distante e passa a ser um espaço de pertencimento.
Histórias que mostram o impacto do projeto
Quem participa da Universidade Aberta da Pessoa Idosa costuma dizer que a experiência vai muito além das aulas. Na prática, ela cria oportunidades de convivência, descoberta e crescimento pessoal.
Egle Cardenuto de 77 anos, conta que decidiu participar do programa depois de conhecer a divulgação por meio de uma colega.
“Eu já havia participado de uma outra universidade da terceira idade, mas aqui encontrei um enfoque diferente. Isso me surpreendeu.” Egle Cardenuto – aluna
Ela lembra que uma das experiências mais marcantes foi se permitir experimentar algo novo.
“Eu fui incentivada a mexer com tintas e fazer uma atividade artística. Não era algo que eu achava que tinha talento para fazer, mas resolvi ser ousada.” Egle Cardenuto – aluna
Lisete Pegoraro, de 75 anos, também destaca a variedade de atividades que fazem parte do programa:
“Tem uma variedade de atividades que despertam nossa curiosidade. Eu gostei muito de ter acesso à Inteligência Artificial, que é uma grande novidade para nós.” Lisete Pegoraro – aluna
Lucila Jerkov de 70 anos, também recorda da surpresa ao conhecer o projeto.
“Eu fiquei extremamente surpreendida com a organização e com a forma como somos recebidos. É tudo muito dinâmico.”
Lucila Jerkov – aluna
Para quem acompanha as atividades de perto, o entusiasmo dos participantes também chama atenção.
Fátima Torres, estudante de psicologia que atua no projeto, observa que a disposição dos alunos é algo que sempre surpreende.
“Todas as quintas-feiras eles chegam com muita disposição. Não importa se está frio, calor ou chuva. Eles participam das atividades com vontade e sempre querem aprender mais.” Fátima Torres – aluna
Já Valdecir De Oliveira, de 75 anos, conta que as experiências vividas durante o curso trouxeram novas
perspectivas.
“Todas as aulas que eu participei foram uma novidade, sempre um aprendizado. Aqui ficou claro que a gente é capaz de resolver nossas questões.” Valdecir De Oliveira – Aluno
Hoje, inclusive, ele se tornou um divulgador do projeto.
“Não só indicaria como já estou indicando para pessoas do meu bairro. Muitos querem participar quando abrir nova turma.” Valdecir De Oliveira – Aluno
Uma universidade que cresce junto com a comunidade
Quando universidade e comunidade caminham juntas, todos aprendem. Os estudantes ampliam sua formação e desenvolvem sensibilidade social. Ao mesmo tempo, a comunidade encontra novos espaços de aprendizado, convivência e crescimento.
Por isso, iniciativas como a UAPI do Centro Universitário São Camilo mostram que o conhecimento ganha ainda mais valor quando é compartilhado.
E, no fim das contas, talvez a maior lição venha justamente de quem participa do projeto: aprender continua sendo possível em qualquer fase da vida.
Fique atendo(a): a edição em vigor tem o término previsto para junho de 2026.
Maria de Lourdes,75 conheci o projeto através da minha vizinha, que me mandou um link, amei participar, estou com pena de não poder participar,no próximo ano, estou divulgando,para minhas colegas do bairro, aprendizado, maravilhoso, convivência, ótima com os alunos, professores, ajuda dantes,foi muito bom conhecer São Camilo
Muito obrigadaaa.
23/03/2026 at 09:59
Foi uma surpresa prá mim, estou gostando de todos os temas apresentados, os professores extremamente dedicados, muito bom,sou grata por tudo
23/03/2026 at 10:03
Que maravilha de iniciativa!!! Brilhante!!!
Tenho certeza que todos saem diferentes,.alunos e professores. Experiências muito ricas. Parabéns a todos.
23/03/2026 at 10:38
Orgulho enorme ter minha irmã Camila envolvida em um projeto tão bonito , delicado e potente! Parabéns, minha irmã! Parabéns aos envolvidos!
25/03/2026 at 15:05
Maria de Lourdes,75 conheci o projeto através da minha vizinha, que me mandou um link, amei participar, estou com pena de não poder participar,no próximo ano, estou divulgando,para minhas colegas do bairro, aprendizado, maravilhoso, convivência, ótima com os alunos, professores, ajuda dantes,foi muito bom conhecer São Camilo
Muito obrigadaaa.