Ao longo da história, o avanço da saúde também foi construído por mulheres que desafiaram limites e transformaram a forma como entendemos o cuidado. Em diferentes áreas da enfermagem à genética, da saúde mental à medicina muitas profissionais deixaram contribuições que impactam a vida de milhões de pessoas até hoje.

No Dia Internacional da Mulher, reconhecemos as trajetórias de mulheres que ampliaram o conhecimento científico e fortaleceram o cuidado em saúde.

Conheça algumas histórias de mulheres que marcaram profundamente a história da ciência e da saúde e inspiram novas gerações de pesquisadoras, médicas e profissionais da saúde.

Wanda de Aguiar Horta: a mulher que estruturou o cuidado no Brasil

A enfermeira Wanda de Aguiar Horta é considerada uma das figuras mais importantes da enfermagem brasileira. Seu trabalho ajudou a transformar a prática da profissão no país.

Ela foi pioneira na criação da Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Além disso, desenvolveu a Teoria das Necessidades Humanas Básicas. Esse modelo orienta o cuidado a partir das necessidades físicas, emocionais e sociais do paciente.

Com essa proposta, a enfermagem passou a ter uma abordagem mais científica. O cuidado deixou de ser apenas execução de procedimentos. Assim, passou a incluir planejamento, análise e acompanhamento contínuo do paciente.

Por isso, seu trabalho ajudou a fortalecer a enfermagem como uma profissão autônoma e essencial dentro das equipes de saúde.

Jaqueline Goes de Jesus: ciência brasileira em resposta à pandemia


A cientista Jaqueline Goes de Jesus ganhou destaque internacional durante a pandemia de COVID-19. Na época, ela integrou a equipe responsável pelo sequenciamento do vírus SARS-CoV-2 no Brasil.

O resultado chamou atenção da comunidade científica. O sequenciamento foi realizado apenas 48 horas após a confirmação do primeiro caso no país.

Esse trabalho foi essencial para o monitoramento da pandemia. A partir dessas informações, pesquisadores conseguiram acompanhar melhor a evolução do vírus.

Além disso, a pesquisa contribuiu para estratégias de vigilância epidemiológica. Dessa forma, ajudou autoridades de saúde a tomar decisões mais rápidas.

Assim, o trabalho de Jaqueline reforça a importância da ciência no enfrentamento de crises sanitárias.

Nise da Silveira: a médica que humanizou a saúde mental

A psiquiatra Nise da Silveira revolucionou o cuidado em saúde mental no Brasil.

Na época em que atuava, tratamentos agressivos eram comuns. Entre eles estavam eletrochoques e lobotomias. No entanto, Nise se posicionou contra essas práticas.

Em vez disso, ela defendeu uma abordagem mais humana no tratamento dos pacientes. Além disso, introduziu a arte como ferramenta terapêutica.

Pacientes passaram a expressar emoções e experiências por meio de pinturas, esculturas e outras formas de criação. Dessa maneira, o tratamento passou a valorizar a expressão individual.

Seu trabalho trouxe novas perspectivas para a Psiquiatria. Além disso, ajudou a consolidar práticas mais sensíveis e respeitosas na saúde mental.

Mayana Zatz: referência mundial em genética

A geneticista Mayana Zatz é uma das principais pesquisadoras da área de genética no Brasil. Além disso, é reconhecida internacionalmente por seus estudos sobre doenças neuromusculares.

Ao longo de sua carreira, dedicou-se principalmente às pesquisas sobre distrofias musculares. Esse trabalho contribuiu para ampliar o diagnóstico e o entendimento dessas doenças.

Além da produção científica, Mayana também defende o uso ético da terapia gênica. Da mesma forma, incentiva a inclusão e o acesso ao conhecimento científico.

Assim, suas pesquisas ajudam a abrir caminhos para novos tratamentos. Além disso, trazem esperança para pacientes e famílias que convivem com doenças genéticas.

Zilda Arns: cuidado e solidariedade na saúde pública

A médica pediatra Zilda Arns marcou profundamente a história da saúde pública no Brasil. Seu trabalho demonstrou que ações simples, quando realizadas com orientação e presença comunitária, podem salvar milhares de vidas.

Ela foi fundadora da Pastoral da Criança, uma iniciativa voltada ao acompanhamento de gestantes, crianças e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Por meio da educação em saúde e de ações comunitárias, o projeto ajudou a reduzir de forma significativa a mortalidade infantil em diversas regiões do país.

Além disso, a iniciativa mobilizou voluntários e comunidades inteiras. Dessa forma, levou informação, prevenção e cuidado a lugares onde muitas vezes o sistema de saúde não conseguia chegar.

Seu legado permanece como um exemplo de solidariedade, compromisso social e defesa da vida.

Marie Curie: a cientista que abriu caminhos para a medicina moderna

Entre os nomes mais importantes da história da ciência está Marie Curie. Seu trabalho revolucionou o conhecimento sobre a radioatividade.

Ela descobriu dois elementos químicos importantes: o polônio e o rádio. A partir dessas descobertas, surgiu uma nova área de pesquisa científica.

Além disso, esses estudos abriram caminho para o desenvolvimento da radioterapia. Atualmente, esse tratamento é fundamental no combate ao câncer.

Marie Curie também entrou para a história ao receber o Prêmio Nobel. Ela foi a primeira mulher a conquistar a premiação.

Posteriormente, recebeu um segundo Nobel em outra área científica. Até hoje, permanece como a única pessoa a conquistar dois prêmios Nobel em campos científicos diferentes.

Quando mulheres pesquisam, a saúde avança

A presença feminina na ciência e na saúde é essencial para o avanço do conhecimento. Mulheres contribuem diariamente para novas descobertas, tratamentos e formas de cuidado.

Nas universidades, como o Centro Universitário São Camilo, essa formação também é estimulada. Assim, novos profissionais são preparados para atuar com conhecimento, responsabilidade e compromisso com a vida.

Por isso, celebrar essas trajetórias no Dia Internacional da Mulher também é reconhecer o papel das mulheres na construção do futuro da ciência.

A saúde avança quando mulheres pesquisam. Quando mulheres lideram. E quando mulheres cuidam.

Instituições de ensino também têm papel importante nesse processo. No Centro Universitário São Camilo, por exemplo, a formação em saúde valoriza o conhecimento científico, a ética e o cuidado humanizado. Assim, a universidade contribui para preparar profissionais capazes de transformar a realidade da saúde.

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