Cinco décadas podem ser contadas por datas, currículos, novos ambientes e conquistas acadêmicas. No entanto, uma história universitária também é feita de pessoas: quem ensinou, quem aprendeu, quem pesquisou e quem levou esse conhecimento para a sociedade.

Em 2026, o curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo completa 50 anos. Desde 1976, a graduação acompanhou mudanças importantes na ciência da Nutrição, na saúde pública brasileira e na própria formação dos nutricionistas.

Ao longo desse período, os currículos foram atualizados, a prática profissional ganhou novos espaços e a produção científica passou a ocupar papel cada vez mais relevante na formação. Além disso, novas tecnologias e metodologias de ensino foram incorporadas à rotina acadêmica.

50 anos acompanhando a transformação da Nutrição

Conhecer essa trajetória também ajuda a compreender como a própria Nutrição se transformou no Brasil ao longo das últimas cinco décadas.

1976: o início de uma história de cinco décadas

A história começou antes mesmo da primeira turma. Em 28 de outubro de 1974, a instituição iniciou o processo para implantação da faculdade e do curso de Nutrição. Em seguida, os trâmites realizados junto ao Ministério da Educação, em 1975, abriram caminho para o início das atividades em 1976.

Naquele período, a instituição funcionava como Faculdade de Ciências da Saúde São Camilo. Segundo o relato histórico preparado para o jubileu, Nutrição foi o sétimo curso da área no Brasil e o primeiro oferecido por uma instituição privada na cidade de São Paulo.

1974

Início do processo de implantação da faculdade e do curso.

1976

Começam oficialmente as atividades do curso de Nutrição.

1980

As atividades passam definitivamente para o Campus Ipiranga.

Nos primeiros anos, as aulas aconteceram em diferentes locais, incluindo o Hospital São Camilo Pompeia e instituições parceiras. Ainda em 1976, o curso passou a funcionar em Santana, no então Hospital Dom Silvério Gomes Pimenta, atual Hospital São Camilo Santana.

Posteriormente, em 1980, as atividades passaram definitivamente para o Campus Ipiranga. Ao mesmo tempo, o currículo ainda refletia o modelo nacional daquele período, com uma matriz mais rígida e poucas possibilidades de flexibilização.

1986–1996: Nutrição amplia seu olhar para saúde e sociedade

O final dos anos 1980 marcou uma transformação importante na saúde brasileira. A Constituição Federal de 1988 estabeleceu a saúde como direito de todos e dever do Estado e criou as bases do Sistema Único de Saúde.

Nesse contexto, a formação em Nutrição passou a incorporar de maneira mais ampla aspectos relacionados à promoção da saúde, à prevenção de doenças e às necessidades da população.

Novas especializações

Nutrição Clínica e POASA ampliaram as possibilidades de formação profissional.

1991: profissão regulamentada

A Lei nº 8.234 regulamentou a profissão de nutricionista e definiu suas atividades privativas.

1996: maior flexibilidade curricular

A LDB trouxe novas possibilidades de organização do ensino superior.

Além disso, a Nutrição passou a ser discutida de forma cada vez mais abrangente, considerando suas dimensões biológica, social e econômica. Assim, a formação acompanhava mudanças que também aconteciam na profissão e no sistema de saúde.

1996–2006: mais prática, extensão e aproximação com o mercado

Entre 1996 e 2006, o curso avançou na flexibilização curricular, nas atividades de extensão e na aproximação dos estudantes com o mercado de trabalho.

Nesse período, novas experiências acadêmicas passaram a complementar aquilo que era desenvolvido em sala de aula. Em 1999, por exemplo, a instituição adquiriu o Campus Pompeia e, dois anos depois, o curso de Nutrição passou a funcionar também nessa unidade.

1999

A instituição adquire o Campus Pompeia.

2001

Nutrição passa a funcionar também no Campus Pompeia.

2002

É inaugurado o PROMOVE, ampliando o contato dos estudantes com situações reais de atendimento.

Ao mesmo tempo, eventos como o Simponutri e o Congresso Nacional de Nutrição estimularam a discussão científica. As especializações também se diversificaram, incluindo áreas como Nutrição Esportiva e Wellness, Gestão de Negócios em Alimentação e Nutrição e Nutrição Clínica.

Além disso, a inauguração do PROMOVE, em 2002, ampliou as possibilidades de contato com situações reais de atendimento. Dessa forma, teoria, prática e extensão passaram a se aproximar ainda mais.

2006–2016: ciência, pesquisa e extensão ganham força

Na década seguinte, o curso fortaleceu a pesquisa, a extensão e a integração entre conhecimento acadêmico e prática profissional.

Com a participação do Núcleo Docente Estruturante, do Colegiado e de diferentes docentes, a matriz curricular recebeu novas disciplinas e estratégias de integração entre conteúdos. Entre elas, o Projeto Integrador passou a aproximar aquilo que era estudado ao longo do semestre de situações relacionadas à atuação profissional.

Projeto Integrador

Conectou diferentes conhecimentos desenvolvidos ao longo do semestre.

Pesquisa científica

Jornadas, congressos e o Simponutri ampliaram a participação dos estudantes.

Novos laboratórios

Foram ampliados os espaços de técnicas dietéticas, análise de alimentos e avaliação nutricional.

Paralelamente, o corpo docente ampliou sua qualificação e a produção científica ganhou maior presença na experiência acadêmica.

Outro marco foi o Mestrado Profissional em Nutrição — do Nascimento à Adolescência. Os registros citados no histórico apontam recomendação em 2012 e início do programa em 2013.

Graduação, pós-graduação e pesquisa passam a dialogar de forma ainda mais próxima

Com isso, evidências científicas, prática profissional e formação acadêmica passaram a ocupar espaços cada vez mais integrados.

2016–2026: tecnologia, pandemia e novas formas de aprender

Os dez anos seguintes trouxeram novas metodologias, mudanças curriculares e investimentos em infraestrutura. No entanto, também colocaram professores e estudantes diante de um desafio inesperado: a pandemia de Covid-19.

Com a emergência sanitária, as aulas presenciais foram suspensas e o ensino remoto passou a fazer parte da rotina acadêmica. Dessa forma, disciplinas, avaliações e outras atividades precisaram ser adaptadas ao ambiente virtual.

Posteriormente, em 2021, práticas e atividades laboratoriais começaram a retornar gradualmente, seguindo os protocolos sanitários vigentes. Em 2022, a comunidade acadêmica retomou as atividades presenciais.

Uma experiência que também reforçou o valor da convivência

Ao mesmo tempo em que ampliou o uso das tecnologias educacionais, o período remoto evidenciou que a experiência universitária também envolve interação entre professores, estudantes, equipes e diferentes espaços de aprendizagem.

Da simulação realística ao currículo por competências

Mesmo durante um período de grandes mudanças, a infraestrutura acadêmica continuou incorporando novos recursos.

2020

Inauguração do LabSim, ampliando o uso da simulação na formação em saúde.

2022

Inauguração do Centro de Simulação Realística no Campus Pompeia.

2022

Implantação do currículo por competências no curso de Nutrição.

O currículo por competências busca integrar conhecimentos, habilidades e atitudes ao longo da graduação.

A proposta amplia o foco para além da assimilação de conteúdos, valorizando a capacidade de aplicar aquilo que se aprende em situações relacionadas à prática profissional.

Ciência, raciocínio, prática e postura profissional passam, assim, a ser trabalhados de forma mais articulada.

50 anos construídos por muitas gerações

Chegar a 2026 significa olhar para um curso muito diferente daquele que recebeu seus primeiros estudantes em 1976.

Ao longo de cinco décadas, matrizes curriculares foram revistas, laboratórios ganharam novos recursos, a pesquisa se fortaleceu e tecnologias passaram a fazer parte do ensino. Ao mesmo tempo, as possibilidades de atuação do nutricionista também se ampliaram.

Entretanto, essa trajetória não é formada apenas por estruturas e documentos. Ela também foi construída por professores, estudantes, pesquisadores, profissionais que receberam estagiários, colaboradores e egressos que levaram a formação recebida para diferentes campos da Nutrição.

Professora Sandra Chemin, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo

“O curso de Nutrição sempre está de olho no futuro, sem esquecer a sua história.”

Profa. Dra. Sandra Chemin — coordenadora do curso de Nutrição

Por isso, celebrar os 50 anos do curso de Nutrição é reconhecer quem ajudou a construir essa trajetória e, ao mesmo tempo, olhar para os novos capítulos que continuam sendo escritos.

Afinal, um jubileu não representa apenas um ponto de chegada. Também é uma oportunidade de preservar a memória, compreender as transformações do presente e continuar acompanhando uma ciência que não deixa de avançar.

Cinquenta anos depois, essa história continua sendo construída.

Para conhecer a matriz curricular, os diferenciais da graduação e outras informações sobre a formação, acesse a página oficial do curso de Nutrição do Centro Universitário São Camilo .