Educação médica e participação do Centro Universitário São Camilo na AMEE Conference 2026


Como diretor do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo , o professor Raphael Einsfeld acompanha de perto os desafios e as transformações que fazem parte da formação de futuros médicos. Esse olhar também envolve estar atento ao que vem sendo discutido sobre educação médica em diferentes partes do mundo.

Em agosto de 2026, o professor esteve em Viena, na Áustria, para participar da AMEE Conference , um dos grandes encontros internacionais dedicados à educação das profissões da saúde.

Ao longo do evento, diferentes questões sobre o presente e o futuro da formação médica estiveram em pauta. Entre elas, currículos baseados em competências, avaliação formativa e uso responsável da tecnologia. Além disso, ganhou espaço a importância de uma formação centrada no estudante.

Para o professor Raphael Einsfeld, participar desse ambiente de troca também representa uma oportunidade de rever práticas e conhecer novas perspectivas. Como ele destaca:

O que está mudando na formação médica?

Um dos debates atuais envolve os currículos baseados em competências. Nesse modelo, compreender conteúdos é fundamental, mas não é o único objetivo.

Ao longo da graduação, o estudante também desenvolve habilidades necessárias à prática médica. Entre elas estão raciocínio clínico, comunicação, tomada de decisão e trabalho em equipe.

Entre as discussões que ajudam a compreender as transformações da educação médica, três temas ganham destaque:

Formação por competências

Além do conhecimento teórico, o estudante desenvolve progressivamente habilidades e atitudes necessárias à prática médica.

Avaliação formativa

A avaliação acompanha o desenvolvimento do estudante, ajudando a reconhecer avanços e identificar aspectos que ainda precisam ser aprimorados.

Tecnologia e IA

Novas ferramentas ampliam as possibilidades de ensino, desde que sejam utilizadas com objetivos pedagógicos claros e de maneira responsável.

A avaliação formativa segue uma perspectiva semelhante. Em vez de servir apenas para atribuir uma nota, ela também acompanha o desenvolvimento do estudante. Dessa forma, ajuda a reconhecer avanços e identificar aspectos que ainda precisam ser aprimorados.

Outro tema importante é a tecnologia aplicada à educação. A inteligência artificial e outras ferramentas abrem novas possibilidades para o ensino. No entanto, seu uso precisa ter objetivos pedagógicos claros e acontecer de forma responsável.

Para estudantes de Medicina, essas discussões mostram que a graduação vai além do conhecimento técnico. O mesmo vale para quem está se preparando para o Vestibular. A formação também envolve autonomia, reflexão e disposição para continuar aprendendo.

Aprender ao longo de toda a vida

Essa é uma das principais reflexões que o professor Raphael leva da experiência em Viena.

Conceito-chave

Lifelong learning

O conceito de lifelong learning, ou aprendizagem ao longo da vida, tem um significado especial na Medicina. Novas evidências e tecnologias surgem constantemente. Ao mesmo tempo, as necessidades da sociedade também mudam.

Por isso, a formação de um médico não termina com o diploma.

Participar de espaços internacionais de educação médica permite conhecer novas perspectivas e trazer perguntas para o cotidiano acadêmico. Também ajuda a refletir sobre como essas experiências podem dialogar com a formação dos estudantes.

Nesse sentido, uma frase do professor Raphael sintetiza a experiência:

“Formar bons médicos começa por não pararmos de nos formar.”

Prof. Dr. Raphael Einsfeld

Da graduação à vida profissional, aprender continuamente é parte do compromisso de cuidar cada vez melhor.